Hoje, as palavras não são minhas... entrei no blog "Babel" da jornalista Ana Paula Sousa e achei interessantíssima a abordagem dela.... apenas copiei e colei o texto, na íntegra, mas juro que a intenção foi boa!! huauahuhahashau!!!
Quem quiser visitar o blog, é só acessar esse link http://anapaulasousa.blog.terra.com.br/Destino de Ana Paula Padrão mostra que a tevê não se livra do velho modelo
Ana Paula Padrão rompeu o contrato com o SBT por recusar-se a apresentar o principal jornal da casa.
A jornalista, uma “marca” televisiva de indiscutível prestígio e uma profissional de ideias, opiniões e tarimba, queria fazer algo além de, simplesmente, ler notícias.
Depois de ter aberto uma produtora independente e produzir uma série de longas reportagens nos últimos dois anos, desejava investir num jornalismo mais aprofundado.
Acabou voltando para o posto de apresentadora. No Jornal da Record, dividirá a bancada com Celso Freitas.
O que há de exemplar no destino de Ana Paula Padrão é o quanto a televisão brasileira não consegue se livrar dos antigos modelos.
Uma profissional com as suas qualificações parece não caber no engessado formato do jornalismo televisivo brasileiro.
Pelos corredores da Record, o que mais se ouvia ontem era, inclusive, uma aposta: quando tempo durará?
Será que Ana Paula se sentirá à vontade num jornal que é mais policial que econômico ou político? Até que ponto ela conseguirá imprimir sua marca ao programa?
O que há de exemplar nos possíveis dilemas de Ana Paula é que eles estão longe de dizer respeito apenas a ela.
Os jornalistas de televisão, simplesmente, não têm espaço para desenvolver um trabalho mais autoral ou aprofundado.
Defrontada com a internet, com o modelo digital e com tempos que ainda soam misteriosos para a mídia, a televisão, ao invés de ousar, parece ter dado um passo atrás em seu jornalismo.
Profissionais de todas as emissoras queixam-se da dificuldade de desenvolver pautas originais e da cobrança para que sejam populares, quando não “interativos” - seja lá o que isso signifique hoje na televisão.
Preste atenção e você verá: é cada vez mais comum ver repórteres de primeira fazendo matérias quadradas, óbvias ou, pior, apenas descrevendo o trânsito do alto de um helicóptero.
Por que, no Brasil, não existe uma profissional como Christiane Amanpour, da CNN? Por que a tevê não deixa.
Perdem os jornalistas. Perdem as tevês. Perdem os espectadores.

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